sexta-feira, 17 de abril de 2009

Como comunicar com o seu gato


Estudos revelam que os gatos desenvolveram um sistema de comunicação elaborado, com centenas de vocalizações diferentes para comunicar aos humanos o que pretendem.

Os gatos também podem aprender a entender o que queremos se repetirmos sempre as palavras e acções de modo consistente. Desta maneira, poderemos comunicar com os gatos um diálogo que, apesar de exigir tempo e esforço, é gratificante para ambos.

Passos:

Lembre-se que o som não é o modo preferido de comunicação de seu gato. A língua nativa dos gatos é um sistema complexo de expressão corporal, cheiros, expressões faciais e toque, enquanto nós humanos usamos primariamente o som. Os gatos rapidamente percebem que não entendemos os sinais não-verbais que eles usam uns com os outros, e vocalizam numa tentativa de comunicar na nossa língua. Ao observar qual reação cada som causa em nós, o gato está sempre aprendendo a fazer pedidos (ou exigências).

Escute seu gato.
Se observar o que está fazendo enquanto mia, poderá aprender a associar a forma de miar e o aquilo que o seu gato pretende. Cada gato é diferente e pode ter suas variações, mas algumass formas de miar comuns incluem:

* Miado curto - cumprimento.
* Miados múltiplos - cumprimento excitado.
* Miado em tom médio - pedido por algo.
* Ronronado puxado - um pedido por algo.
* Ronronado grave - uma reclamação.
* Ronronado agudo - raiva ou dor.
* Murmúrio (movimentos rápidos de mandíbula, "falando" entre os dentes) - excitação ou frustração (como quando uma presa está fora de alcance ou escapa).
* Trinado (um cruzamento entre um miado e um ronronado com uma inflexão ascendente) - cumprimento amigável.
* Ronronado suave - convite para contato ou atenção.

Observe seu gato.
Por serem mais fluentes com linguagem corporal, certos gestos vão acompanhar a vocalização para reforçar a mensagem.

* Cauda para cima - feliz
* Cauda balançando - excitado ou ansioso
* Olhos piscando - afecto.
* Orelhas para trás - alarmado
* Passar a cabeça, flanco e cauda em uma pessoa ou animal - ritual de saudação
* Bater a cabeça - amizade, afeto
* Cheirar o rosto - confirmando identidade
* Orelhas para trás e deitadas - medo e ansiedade.

Converse com ele.

* Use um tom de voz ligeiramente mais alto para indicar amizade e um tom mais grave para indicar descontentamento ou agressividade.
* Repita sempre a mesma palavra (por exemplo 'dormir' ou 'cama'), a cada vez que for dormir, e eventualmente o gato vai associá-la com suas acções.
* Se piscar os olhos devagar enquanto estabelece contato visual com oseu gato, ele vai normalmente responder aproximando-se para seracariciado, pois as piscadas são muito amistosas.

Seja consistente.
Por exemplo, os gatos normalmente pedem antes de entrar no espaço pessoal do outro, e um erro comum dos donos é dizer "não" mas assim mesmo acariciar o gato. Isto confunde o animal. Faça um não rápido e afaste o gato com firmeza, sem mostrar afecto, e é suficiente. A maioria dos gatos tenta duas ou três vezes invadir o espaço de alguém, frequentemente de direções diferentes. Tenha paciência ao dizer "não".

* Se eles fizerem algo que não aprova, borrife um pouco de água. Os gatos e a água raramente vão à bola juntos.
* Se não gostar da idéia de borrifar água no gato, desenvolva um "tom de voz de comando" para usar com seu gato quando ele estiver fazendo algo de errado. Use uma voz natural, fácil de repetir, mas que se distingua da sua voz normal. Se usar esta voz de comando seriamente e só quando necessário, o gato vai aprender a reconhecer quando está fazendo algo que lhe desagrada.
* Outro "não" fácil de fazer que todos os gatos reconhecem é um chiado rápido e agudo como o que é feito por eles mesmos quando dizem 'não'.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Porque gatos tem medo de água!




A maior parte dos gatos têm, naturalmente, medo da água. De algum lado há de vir a expressão 'lavar a cara à gato'... vem do fato de que os gatos lavam o focinho com imenso cuidado, mas sem se molharem ou babarem, como alguns cães, parecendo não ter chegado a usar água. A expressão aplica-se ás pessoas que também não usam água para lavar a cara, mas preferem esfregar os olhos com as mãos, até terem um ar minimamente apresentável.

Há alguns gatos em que a curiosidade se sobrepõe ao medo da água e estes podem ser encontrados a brincar com torneiras que pingam ou com peixes de aquário (com o peixe ainda dentro do aquário, quando se chega a tempo).



Coisas que os gatos fazem para não molharem um pêlo:

- Atravessar um chão acabado de se lavar em 'pontas das patas', aos saltinhos, com ar de quem está a atravessar um rio em época de cheia, apenas por molharem as almofadas das patas.

- Permanecer nos beirais das janelas ou debaixo de carros estacionados quando está a chover, recusando-se a vir quando os chamamos para dentro de casa, mesmo que a porta de entrada esteja apenas a 1 metro do sítio onde eles estão recolhidos.

- Afastar os bigodes completamente para trás quando estão a beber água.

- Deitar-se no chão frio de ladrilhos do corredor da casa (ocupando naturalmente toda a largura da passagem e fazendo com que toda a gente tenha que passar por cima deles) quando estão a morrer de calor, em vez de tomarem um saudável banho de mangueira como fazem os cães, para refrescar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Como educar um cão surdo



Você acha que seu cachorro é mal educado? Ele nunca vem quando você chama, e nem dá bola para o que você fala? Atenção!!! Seu cão pode ser surdo!



Como saber?

Existem alguns testes que podem ser realizados em casa pra saber se seu bicho de estimação é realmente surdo. Um exercício simples é tocar um apito toda a vez que for alimentá-lo. Um dia qualquer, quando ele estiver distante, toque o apito. Se o cachorro não for surdo, já terá associado o som à hora de comer e virá ao seu encontro. Agora, se ele não se aproximar, pode ser um indício de que você tem um amigo com deficiência auditiva.

Contudo, um teste em casa não dispensa, de maneira nenhuma, uma visita ao veterinário. Só ele pode diagnosticar com certeza se o cachorro é realmente surdo. Portanto, não deixe de consultar um profissional de sua confiança!

VibraCão

Mas se você já levou seu cão ao veterinário e, após os testes, ele foi diagnosticado como deficiente auditivo, saiba que ele pode aprender como qualquer outro.

Para educá-lo, basta explorar os outros sentidos como o olfato, a visão e o tato. Muitas pessoas ficam tristes por não poder chamar o cão pra fazer um carinho, por exemplo. O que muitos não sabem é que isso é possível, mas de uma forma diferente.

Os cachorros surdos conseguem perceber a vibração do deslocamento de ar que as coisas provocam em volta deles. Educar os cães através de batidas fortes com os pés no chão é uma tática que pode dar muito certo. Podemos ensinar o animal que duas batidas com os pés significa que você está chamando. Essa técnica só não é apropriada pra quem mora em apartamento… Afinal o cachorro é surdo, mas seus vizinhos
não!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cão Guia

O cão guia é um animal muito especial



Hoje eu tive a oportunidade de tirar essa foto acima.Voltando da faculdade eu tive a alegria de presenciar essa cena maravilhosa, na hora que eu vi um deficiente visual falando para o cão o que ele deveria fazer, nossa eu fiquei até emocionada.

Tentei chamar atenção do cachorro e ele nem bola me deu, depois pesquisei e fiquei sabendo que não podemos mexer com eles em horário de serviço. É eles trabalham e nessa hora ficam muito sérios..rs



Possuindo temperamento dócil e sendo dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer no seu trabalho e funciona como olhos do cego. Ele não cansa jamais, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia. Por esse motivo, os treinadores fazem cursos específicos, com aulas práticas e teóricas.



O que os cães-guia fazem

Os cães-guia auxiliam pessoas deficientes visuais a viajar pelo mundo. Na maioria dos países, sua presença é aceita em qualquer lugar público, e eles podem ajudar seus utilizadores a ir a qualquer lugar. Para isso, um cão-guia deve saber:

  • se manter em uma rota direta, ignorando distrações como cheiros, outros animais e pessoas;
  • manter um passo firme, à esquerda e um pouco à frente do seu acompanhante;
  • parar em todos os meio-fios até receber ordem para prosseguir;
  • virar à esquerda e à direita, mover-se para frente quando ordenado;
  • reconhecer e evitar obstáculos ao acompanhante (passagens estreitas e batentes baixos);
  • parar no pé e no topo de escadas até receber ordem para prosseguir;
  • levar o acompanhante aos botões do elevador.
  • deitar em silêncio quando o acompanhante estiver sentado;
  • ajudar o acompanhante a subir e movimentar-se em ônibus, metrô e outras formas de transporte público;
  • obedecer a vários comandos verbais.

Cuidados especiais

Os cães guias de cego não devem ser tocados por pessoas estranhas durante o seu ‘horário de trabalho.

Não distraia ou tente brincar com ele enquanto ele estiver trabalhando. O seu dia-a-dia é bastante estressante e deve ser respeitado


Dedicado ao serviço e faz hora extra


Os cães-guia aproveitam imensamente seu trabalho e ficam muito satisfeitos com um serviço bem feito. Porém, não há espaço para a diversão durante o dia de trabalho. Claro que o cão-guia brinca, se distrai e recebe elogios do seu acompanhante por realizar os percursos. Mesmo quando o acompanhante não precisa de assistência, um cão-guia dedicado ao serviço é treinado para ignorar distrações e não se mexer. Isto porque um cão-guia deve ser capaz de entrar no ambiente de trabalho do acompanhante ou ficar em locais públicos sem perturbar.

Quando vir um cão-guia dedicado ao trabalho, é muito importante reconhecer que ele está trabalhando. Acariciar ou falar com o cão quebra sua concentração e isto prejudica a habilidade do acompanhante de caminhar nos arredores. As pessoas ficam muito impressionadas com os cães-guia e temos uma inclinação natural de elogiá-los, mas a melhor coisa que você pode fazer para ajudar um cão-guia é deixá-lo só para que possa prestar atenção a seus arredores e manter seu foco em seu acompanhante. Guiar é muito complicado e requer atenção total de um cão.

Porém, quando um cão-guia chega ao lar no fim do dia, ele brinca e recebe muitos elogios como um animal de estimação comum. Os cães-guia fazem a distinção entre trabalho e brincadeira baseados no peitoral: quando estão usando o peitoral, devem ficar completamente focados. Quando o peitoral é retirado é hora de brincar. Os cães-guia trabalham muito duro todos os dias, mas levam uma vida muito feliz, cheia de atenção e estímulo. Os cães somente trabalham como cães-guia se amam muito o trabalho. Na verdade, muitos acompanhantes relatam que seus cães pulam de entusiasmo quando colocam o peitoral todas as manhãs.